terça-feira, 8 de dezembro de 2009

lembro-me

de ti, muitas mais vezes às que escrevo neste blog.
Os teus pingue pongues entre os Covões e o IPO fez-me pensar por momentos, que estas palavras seriam apenas uns 20 dias de existência.
Amo-te

explicava-te

e não no meu melhor estado psi-coactivo, depois de um cupcino na varanda de cascais do 10º andar, com um nascer do sol das 9.30, aquilo que eu concebo além da morte.
Tenho a sensação que abriria uma porta de comunicação quando nos afastassemos fisicamente.
Esperando que não, a sensação que tenho é que será como uma sala de irc, com todas as almas, resta-me descobrir o teu nick. pvt-me
Amo-te, seja qual for o meu estado de estupidez, amo-te em todos os estados.
Somos a mesma gota de água.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Olá avô!

Hoje partilharia contigo a felicidade de seres avô.
Há quase três meses que o és.
Era bom que aguentasses para ainda partilharmos um momento tão especial, estou babado, vou ser tio.
Este mix de emoções, é pior que o corneto.
Soube pela mana que vais ser transferido, a médica quer-te num sítio melhor que o último em que estiveste, boa médica na minha opinião, e espero que ainda fiques internado mais tempo (sempre a recuperar, claro), pelo menos não respiras o ar de casa...
Penso em ti, amo-te, incondicionalmente.

domingo, 29 de novembro de 2009

hoje dizia-te mas nunca te o direi

que nem todos os dias me porto bem, e hoje não me portei nada bem.
e nunca irás saber porquê, porque embora eu te dissesse, de facto não te o vou dizer.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Insufuciência respiratória

Hoje soube que estavas internado, em Coimbra, com uma insuficiência respiratória.
Falava-te do Padre Rocha, um grande amigo que já partiu, há talvez uns 2 meses, grande perda.
Se os padres não podem ser razoáveis, então ele era. Creio que te fosse ajudar, ele tinha uma perspectiva da vida muito interessante, deve ter morrido a perceber isto tudo.
A tua querida mandou sms a dizer que já te estavas a sentir melhor.
Dói-me imaginar-te, sozinho.
Chatei-me com a Mã. Mas não te dizia hoje porquê.
Beijo.
Amo-te.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Soube de ti

Hoje soube de ti.
A prima Sofia foi visitar-te e falou com a mana. Estavas a dormir e não te quiseram acordar.
Hoje digo-te para te perdoares a ti mesmo, falares com Deus e lutares.
Queria ver-te mais uma vez.
Tenho medo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

sentimento

hoje falo-te do meu sentimento, este que não me deixa.
sabes quando estás a tentar manter o equilibrio para não caires? quando estás empoleirado num sitio alto? parece que dá um frio na barriga e um aperto no coração.
Agora imagina a guiares dentro de um carro a 180Km/hora, numa auto-estrada cheia de carros, sempre com a duvida que possa aparecer um obstáculo na tua faixa.
Tenho mesmo a sensação que nos próximos milésimos de segundos me vou violentamente estampar.
É isto que sinto!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

hoje dizia-te

que estou em Lisboa, que já não moro em Évora, há já 2 anos, faz agora este mês.
Era uma das coisas que eu mais te queria dizer, que estou a fazer consultoria, e que estou feliz.
Como tu acabei por misturar um pouco de gestão na vida profissional, teríamos trocado boas teorias.
Seria uma bomba dizer-te que estou a morar em Cascais, num apartamento da Mã, foi o que me empurrou para Lisboa. Aliar uma melhoria financeira, que me permitisse voltar a estudar, não pagando uma renda, uma vez que tínhamos cá casa. Um pequeno investimento da Mã.
Dizia-te também e talvez te magoasse, que a Mã é a melhor pessoa ao de cimo da terra, e ela sim, vai deixar-me de rastos quando fechar os olhos, não desfazendo do dia em que partires.
Continuo a dizer-te, amo-te incondicionalmente.
Teu filho.
B

domingo, 22 de novembro de 2009

lembranças

vou tentar lembrar-me de tudo o que tenho para te dizer, tudo aquilo que te diria se tivéssemos tempo para o viver...
Começaria por dizer-te que estava em Lisboa, que estou mais feliz, que encontrei alguma paz, saí de um certo sufoco.
Depois explicava-te o meu sufoco. Viver em Évora, pensei que aguentasse, mas esgotou-se depressa.
"Consigo estar só na multidão, se os outros não me interessam" disseste-me tu numa carta um dia, pois em Évora não tinha uma multidão, já em Lisboa.
E o que eu faria contigo? Ui.

palavras

não te disse, tu não me disseste, não lês, mas eu escrevo-te.
Tens os dias contados, é uma realidade, dura de compreender, mas estou a tentar.
Às vezes dou por mim a mil à hora a pensar em ti.
Um dia estarei a divertir-me dentro de uma discoteca e tu fechas os olhos, como estarei?
Todos me andam a preparar, fala-se no assunto, mas de cada vez que se fala! Ai!
A minha respiração muda.
Amo-te, incondicionalmente, amo-te.